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Se houvesse uma “linha do tempo” que expusesse as principais formas como as pessoas pagam pelos produtos no Brasil, muito provavelmente o ano de 2020 ganharia um capítulo especial.

E esse ponto decisivo na revolução digital atenderia pelo nome de pagamento instantâneo.

Desde a criação e a disseminação dos cartões de débito e de crédito – também conhecidos por “dinheiro de plástico” – não havia uma transformação tão radical na maneira como os consumidores efetivam suas transações.

Programado para ser disponibilizado em novembro, o pagamento instantâneo vai permitir que o consumidor faça compras e transações de maneira imediata, digital e sem intermediação bancária.

Hoje, apesar da disseminação dos aplicativos e dos meios de pagamento desbancarizados, essa combinação de fatores ainda não é possível.

Primeiro, porque a transação não é instantânea – DOCs e TEDs são efetivadas apenas em dias úteis e os boletos bancários demoram até três dias para reverter em compensação.

Segundo, porque a intermediação bancária ainda se faz necessária.

É sempre bom lembrar que até mesmo quem recebe “em dinheiro vivo” não recebe de maneira instantânea. Esse numerário precisa ser levado até o banco para entrar na conta da empresa e virar fluxo de caixa: procedimento inseguro e anacrônico.

Com os pagamentos instantâneos, essa lógica tende a se inverter, e todos saem ganhando. O Pix é o representante mais conhecido desta nova modalidade, mas há outros caminhos possíveis.

A lógica é simples: o consumidor não precisará mais “passar cartão”, “gerar boleto” e muito menos movimentar dinheiro vivo para pagar uma compra.

O vendedor poderá, por exemplo, gerar QR Codes que serão lidos pelo comprador e pagos imediatamente – em até 10 segundos, promete o novo sistema, com custos bem inferiores aos atuais.

O impacto nas receitas das empresas também tende a ser muito expressivo, porque parte dos custos operacionais das pessoas jurídicas está justamente na manutenção dos meios de pagamento (taxas, maquininhas, etc.). O controle sobre o fluxo de caixa poderá ser mais eficiente, porque a compensação instantânea traz mais realismo sobre a situação das receitas.

Até mesmo marketplaces e outras representantes do e-commerce – portanto já egressas da revolução digital – sentirão a diferença. Hoje, entre 60% e 70% dos pagamentos digitais são feitos por meio de boletos que, como mencionamos, demoram até três dias para ser compensados. O pagamento instantâneo vai abreviar esta espera.

No Brasil, as formas de pagamento incluem QR Code e/ou informações sobre o recebedor (CPF, CNPJ e conta, como nas TEDs e DOCs), além dos pagamentos por aproximação de dispositivos (celular e máquina de cartão, por exemplo).

Alguns cases

Enquanto o pagamento instantâneo aguarda a liberação definitiva do Banco Central, gigantes da tecnologia e da comunicação já se anteciparam para criar modelos de transação que dispensam a intermediação bancária e o pagamento em dinheiro vivo.

É o caso do Facebook Pay, que permite a transação por meio de contas no Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

O pagamento ainda precisa ser intermediado por um cartão ou pelo PayPal. Após cadastrar o cartão uma vez, o cliente está apto para transferir recursos a amigos (bastando informar sua conta), pagar por produtos anunciados na própria rede, fazer doações a entidades assistenciais e campanhas, entre outras possibilidades. O histórico de transações fica disponível e o uso de cartões – a partir daí – fica dispensado.

Na China, o pagamento instantâneo já está disseminado há alguns anos. Aplicativos como o AliPay e WeChatPay já são mais populares que o dinheiro vivo. Só o AliPay tem mais de 450 milhões de usuários em todo o mundo e já é considerado obrigatório para quem quer se estabelecer no concorridíssimo mercado chinês.

Por aqui, o FitBank é um importante personagem da revolução digital nas finanças. A fintech está em processo de homologação para ser Participante Direto do PIX, oferecendo essa modalidade como mais uma das soluções do seu core bancário, além de estar preparada para novos serviços!

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