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Mercado financeiro pós-covid: do trauma à recuperação

Mercado financeiro pós-covid: do trauma à recuperação

Quem acompanha o mercado financeiro sabe o quanto o mundo dos investimentos e das aplicações é temperamental. Disputas comerciais, entraves políticos, crises corporativas – qualquer evento de maior ou menor relevância é capaz de mudar o “humor” do mercado. A pandemia de coronavírus, no entanto, não provoca apenas uma oscilação de humor, e sim um trauma sem precedentes recentes.

Razões não faltam. Do ponto de vista social e humanitário, o surto já provocou milhares de mortes e pôs em colapso os sistemas de saúde de países ricos, em desenvolvimento e pobres.
Do ponto de vista econômico, as medidas de isolamento frearam a atividade econômica em todas os setores produtivos: indústria, serviços, comércio, turismo, transportes, entre outros que já começam a perceber o ambiente de estagnação inédito até aqui.

O mais preocupante é que, diferentemente de crises anteriores, esta é marcada por total imprevisibilidade: é muito difícil saber quando isso tudo vai acabar. Esta interessante reportagem do The New York Times, a propósito, especula sobre isso.
De todo modo, investidores e analistas do mercado financeiro já fazem suas projeções sobre como será este segmento no mundo pós-covid.

Uma das certezas é de que, neste momento, não faz muito sentido resgatar valores aplicados em ações, porque a depreciação é gigantesca e o investidor certamente perderá dinheiro.

Passada a crise, será necessário avaliar o comportamento de cada papel para identificar quais continuarão promissores e quais deixarão de ser rentáveis.

Por enquanto, as maiores baixas são nos setores de turismo, óleo e gás, mineração, veículos, companhias aéreas e informáticas.

As maiores altas se dão entre as empresas de e-commerce e insumos de saúde.  A esta altura, qualquer indicação é puro exercício de futurologia.

É provável, inclusive, que os investimentos migrem de perfil em decorrência dos sobressaltos provocados pelo coronavírus. Investidores mais audaciosos – que até podem ter aproveitado o momento para comprar ações – podem aportar mais recursos em frentes mais conservadoras, como as de renda fixa.

Quem já tem um perfil consumidor deve manter uma certa distância controlada do mercado de ações – de preferência com uma carteira diversificada.

Há ainda questões conjunturais a se considerar.

A política de juros baixos, que ajudou a conter a inflação, é considerada necessária, mas possui implicações. A inflação muito baixa provoca pouca oscilação de preços e desestimula o consumo.

Associada a um cenário de baixa procura por itens secundários, esta opção tende a desaquecer ainda mais o comércio e a atividade industrial, provocando mais retração e desemprego. Ainda assim, é provável que os juros caiam ainda mais nos próximos meses, renovando sucessivos recordes negativos.

A vez das fintechs

O mundo pós-covid deve acentuar o crescimento das fintechs – empresas de tecnologia aplicada às finanças. Com maior capilaridade e potencial para chegar a público desbancarizado, estas empresas oferecem poder de banco com juros mais baixo e menos burocracia, além de agilizar o acesso a crédito e fazer chegar dinheiro e lugares mais remotos.

Durante a pandemia, as particularidades das fintechs foram ressaltadas por especialistas em finanças, que entendem que a estrutura anacrônica das instituições financeiras não combinará mais com uma sociedade reformulada nas bases do consumo consciente e na busca por respostas ágeis erigida a partir da pandemia.

A busca por soluções para esta crise passa pela ciência e por esforços conjuntos de gestores e do setor produtivo. De um lado, o protagonismo necessário da luta pela vida e pelo respeito à dignidade das pessoas. Em paralelo, estão as saídas econômicas para fortalecer a geração de emprego, renda e investimentos quando tudo acabar.

Se ainda não se sabe quando será o fim da pandemia, algo já é certo: nada será como antes no mercado financeiro, e pavimentar uma transição segura é uma necessidade de primeira ordem.

Como as fintechs podem ajudar a vencer a crise do coronavírus?

Como as fintechs podem ajudar a vencer a crise do coronavírus?

O mercado de meios de pagamento e transações monetárias nunca viu nada igual. Em poucas semanas, as plataformas digitais dos bancos e fintechs foram impactadas por uma avalanche de acessos vindos de antigos e novos clientes. Muitas empresas não estavam totalmente preparadas para suportar o grande volume de visitas com a transferência para o on-line de boa parte, para não dizer a quase totalidade, de suas operações financeiras. Da noite para o dia, tiveram que montar uma operação de guerra para atender uma explosão na demanda em seus canais digitais.

Sim, por conta da incapacidade de atender todos os seus clientes nas agências, especialmente por conta do pagamento do auxílio emergencial e porque muitos clientes ainda não aderiram ao mobile banking, ainda há muitas filas nos bancos. Mas não é difícil imaginar o que irá acontecer com o sistema financeiro global pós-covid.

O avanço do digital na forma como nos relacionamos financeiramente será inevitável por um simples motivo: ingressaremos em uma nova economia, um novo normal, em que o cliente irá priorizar serviços remotos, sem contato físico, prestados na nuvem no lugar de ser obrigado a visitar as agências físicas, que por conta da pandemia já foram obrigadas a reduzir a capacidade de atendimento ou simplesmente fecharam as portas.

Assim como já estamos assistindo mudanças de comportamento em diversas áreas, como fazer compras pela Internet e trabalhar em home office, a vida financeira também irá consolidar uma nova realidade em que se intensificará o uso da tecnologia, trazendo também um grande universo de novos usuários e o aumento da utilização por quem já realizava parte das operações no ambiente on-line.

Quem até aqui vinha resistindo a ingressar no digital para lidar com o dia a dia das finanças pessoais e dos negócios, passará agora a priorizar o uso de meios digitais para evitar o risco da interrupção dos serviços nas agências. A migração para o digital já se acelerou nas últimas semanas e, passada a pandemia, certamente a experiência forçada de utilizar os serviços de fintechs e bancos digitais se transformará em um hábito irreversível.

O dinheiro em papel, uma preocupante fonte de contaminação, deverá ser cada vez mais raro, forçando o uso dos pagamentos eletrônicos. Se o pagamento sem contato já era um caminho sem volta, agora se tornou praticamente o único mais seguro. O celular será definitivamente a nova agência.

Este cenário de aceleração do online banking pode ser positivo para as fintechs, que já vinham em um ritmo de crescimento impressionante nos últimos anos, figurando entre as preferidas dos investidores de risco, que, ao retomarem seus aportes, certamente irão brilhar ainda mais os olhos para startups que associem tecnologia e finanças.

Com uma maior urgência em digitalizar seus serviços, neste futuro mais imediato as fusões e aquisições com bancos também podem ganhar força, compensando a retração nos investimentos dos venture capitalists.

Os números já dão um sinal do que está por vir.

Entre a última semana de dezembro e a primeira de março, os brasileiros gastaram 35% mais horas em apps de finanças, mesmo percentual dos Estados Unidos, segundo levantamento feito pela Liftoff em parceria com o App Anie. Na Coreia do Sul e no Japão o crescimento foi de, pasmem, 85%. Somos o terceiro país que mais acessa aplicativos financeiros, perdendo apenas para China e Índia.

É conhecida nossa tradição e pioneirismo no online banking. E no mercado de fintechs também temos sido protagonistas, contabilizando 600 fintechs em operação já utilizadas por 20 milhões de brasileiros de todas as regiões do país, incluindo muitas que sequer contam com agências bancárias.

Espera-se que as que atuam no segmento de crédito enfrentem tempos mais difíceis por conta da escassez de capital e o aumento da inadimplência. Por outro lado, possivelmente veremos um número maior de casamentos com bancos tradicionais interessados na tecnologia de inteligência artificial para análise de dados, que se tornará essencial para um entendimento mais assertivo do perfil de quem pede empréstimo. Os bancos tradicionais têm mais recursos para atuar no mercado de crédito e as fintechs podem garantir uma ajuda providencial para acelerar o atendimento virtual.

Já no segmento de soluções de bancarização o futuro depois da pandemia pode ser ainda mais promissor. Com uma maior flexibilização da regulamentação, o que já está acontecendo em países como Coreia do Sul e Estados Unidos, as fintechs tendem a ocupar maior espaço no mercado financeiro, levando a uma intensificação no acesso aos bancos digitais e na compra de produtos e serviços digitais de empresas independentes dos bancos tradicionais, bem como de empresas de fora do mercado financeiro.

Em outras palavras, negócios que já realizavam transações em plataformas digitais deverão reforçar a utilização destes canais. Por sua vez, pequenas e médias empresas que ainda operavam principalmente com os grandes bancos poderão buscar nas fintechs alternativas para minimizar os efeitos da crise, conseguindo melhores taxas nos serviços, juros mais acessíveis e, também, evitando o cada vez mais dinossáurico, e agora perigoso, hábito de pegar filas nas agências físicas.

O tão anunciado open banking deve, da mesma forma, ter sua implementação acelerada. No nosso caso aqui no Fitbank, operamos como uma fintech das fintechs, ou seja, oferecemos a infraestrutura necessária para que negócios, sejam do mercado financeiro ou não, passem a disponibilizar meios digitais de pagamento para seus clientes.

Assim, uma fintech, ou uma empresa de outro setor que precisa contar com uma plataforma segura e altamente escalável, se conecta conosco e passa imediatamente a estar pronta para para realizar transações financeiras no ambiente virtual.

Contar com o suporte de uma infraestrutura robusta e segura será fundamental nestes novos tempos. Se até aqui os serviços oferecidos pelos aplicativos estavam mais restritos às transações de pagamento e transferências, abre-se uma janela para ampliar a oferta em segmentos como empréstimos entre pessoas, pagamentos de benefícios, carteiras digitais e câmbio de moedas, entre outros.

E é aí que as Fintechs entram ofertando tecnologia de ponta que diminui o tempo de ingresso no sistema financeiro digital. Ao agregar seu arsenal tecnológico, elas conseguem acelerar a digitalização do atendimento aos clientes garantindo escala e segurança. Quem ainda não adotou os canais digitais como prioritários para transações deverá recorrer às empresas que dispõem de sistemas plug and play para transferir suas transações para o on-line. É, aliás, o que já estamos vendo nas últimas semanas tanto entre instituições financeiras quanto nos clientes corporativos.

Aqui no Fitbank registramos um crescimento de 31,5% no número de transações e de 25,92% no volume monetário total que circulou na nossa plataforma digital em março na comparação com fevereiro, um salto significativo considerando que o isolamento teve início na segunda quinzena de março.

Tanto pessoas jurídicas quanto físicas ficaram mais em casa e deixaram de ir nas agências físicas para fazer seus pagamentos. Certamente há quem esteja acessando os bancos e serviços de fintechs pelos canais digitais pela primeira vez. E acredito que a tendência é que, passada a pandemia, continuem a utilizar com maior frequência os aplicativos e sites para pagar boletos e fazer transferências.

A Associação Brasileira de Internet (Abranet) estima que suas fintechs afiliadas somem 20 milhões de contas digitais, 50% delas de microempreendedores individuais e 30% de correntistas de baixa renda. É provável que uma boa parte dos recursos seja transacionada por estas fintechs, já que há demandas de curto prazo que colocarão as fintechs no centro do sistema financeiro.

A primeira delas é o coronavoucher, que deverá trazer um grande universo de desbancarizados para os bancos digitais, incluindo as milhões de contas poupança que a Caixa Econômica Federal irá abrir para fazer o pagamento do auxílio.

Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 45 milhões de brasileiros não são clientes de bancos. Mais: de acordo com a Caixa, 85% do público que poderá receber o auxílio não é cliente do banco. O Instituto Fiscal Independente calcula que dos 30,5 milhões de beneficiados, 25,9 milhões são possivelmente desbancarizados.

A segunda são os financiamentos para PMEs e microempresários. O Banco Central já decidiu que irá permitir que parte das fintechs repassem recursos do BNDES, o que antes era exclusividade dos bancos.

Empresas de tecnologia com capacidade para absorver grandes volumes de transações em nuvem estão tendo um forte aumento de demanda, já que oferecem maior escalabilidade com segurança e, ao mesmo tempo, reduzem custos, o que é mandatório no enfrentamento da crise.

A digitalização de processos financeiros se tornou indispensável e esta transformação, além de ter que ser feita com risco zero, deve ser rápida e eficiente. Certamente a pandemia irá trazer maior abertura de mercado, além de grandes aprendizados para fintechs e aos departamentos financeiros das organizações que irão perdurar após a crise.

É o que se espera.

(*) Otavio Farah é CEO do Fitbank

Evite a bitributação nas vendas online com o Split de Pagamentos

Evite a bitributação nas vendas online com o Split de Pagamentos

Que a alta carga tributária é um dos entraves do desenvolvimento do país, todos já sabemos. Volta e meia, a necessidade de uma reforma nos mecanismos de arrecadação dos entes governamentais é aventada, mas por enquanto nada saiu do papel.

Ainda assim, por falhas contábeis, amadorismo ou excesso de burocracia, muitos empreendedores acabam pagando mais imposto do que deveriam. Neste post, falaremos sobre como evitar a bitributação por meio do split de pagamentos.

(Rápidos parênteses: a bitributação ocorre quando um fato gerador é tributado duas ou mais vezes por dois entes diferentes – município e Estado, por exemplo. Já o split nós já vimos aqui: é a forma como o marketplace opera sua estrutura financeira de cálculo de emissão, operação de repasse e recepção de pagamento).

Imagine a complexidade tributária de uma compra que envolve um serviço online de vendas, cujo escritório fica em outra Unidade da Federação, e cuja efetivação depende de três fornecedores diferentes. Sem uma engenharia rigorosa de controle desta transação, é muito provável que você perca dinheiro por conta da bitributação.

Nesta seara, a cobrança dúbia mais comum envolve o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos Estados e repassado em parte para os municípios, e o Imposto Sobre Serviços (ISS), cobrado diretamente pelos municípios em cima dos negócios envolvendo profissionais liberais.

Ainda que você julgue que sua estrutura é muito organizada para dividir os ganhos com todos os fornecedores, os valores precisam ser repartidos de maneira justa e proporcional na hora da saída (checkout). Com um split de pagamentos atrelado a seu marketplace, isso tudo é automatizado de acordo com suas necessidades.

Vale lembrar que estas funcionalidades não estão restritas aos marketplaces, mas também aos ERPs, aos aplicativos e às plataformas de comércio eletrônico.

Soluções tecnológicas

Mas… Como o split de pagamentos ajuda no combate à bitributação?

É simples. Basta encarar esta ferramenta como um conjunto de soluções tecnológicas ao qual são incorporados os dados da estrutura do negócio. Neste prontuário estarão listados todos os fornecedores e as alíquotas que incidem sobre cada fato gerador. Quando o consumidor compra o produto ou contrata o serviço, todos os players envolvidos na operação receberão sua parte – incluindo fabricantes, transportadoras, etc. A tributação incide sobre cada etapa de maneira proporcional e justa.

O melhor de tudo é que o consumidor não faz a menor ideia de que está comprando algo que envolve tanta gente: é só você e seu marketplace que estão inteirados deste instrumental.

Um pelo outro

Muitas vezes, aliás, o marketplace é composto por produtos vendidos por mais de um fornecedor – o que faz com que o cliente consiga ganhar em preço e qualidade.

Como a taxação do pagamento ocorre no âmbito da plataforma, o ICMS muitas vezes não é cobrado – a depender da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) dos fornecedores envolvidos. Neste caso, prevalecerá o ISS.

Sem esta facilidade, algum funcionário da empresa – quando não você – terá que ficar por conta de verificar a incidência de cada imposto nos estágios da transação e eventualmente solicitar reembolso do imposto ou substituição tributária: mecanismos altamente complexos, utilizados por empresas de maior porte, e que não combinam com a estrutura enxuta e moderna que estamos defendendo aqui.

No FitBank, você tem acesso às mais arrojadas modalidades de gestão de pagamentos e de split para alinhar a seu negócio, organizando todos os repasses e as obrigações tributárias e fiscais de maneira justa, escalonada e imediata.

Nosso Smart Split garante ainda a liquidação controlada, com rastreabilidade total dos recebimentos, parametrização de comissionamento e repasse na transação.

Para saber mais como podemos te ajudar, entre em contato com um de nossos consultores para mais informações:

Cel (Whatsapp): 011 97709-1977

comercial@fitbank.com.br

O que vem por aí em 2020

O que vem por aí em 2020

O QUE VEM POR AÍ EM 2020

Fundada em 2015, o FitBank vem se consolidando como a maior plataforma de gestão de pagamento do país.

Em 2019 movimentamos aproximadamente R$2 Bi, o que mostra nossa evolução e robustez na plataforma, e no início do 2º semestre do ano passado, demos entrada ao pedido de autorização como Instituição de Pagamento emissor de moeda eletrônica Pré-Paga no Banco Central do Brasil.

Com essa autorização, o FitBank irá trazer uma série de novos benefícios a todos os nossos clientes.

Para 2020, além da conclusão do processo de autorização, o FitBank vai incrementar sua oferta de produtos e serviços com a constante atualização de sua Plataforma de Open Banking e com a adição de funcionalidade novas, todas integradas ao saldo da sua conta digital.

 

São elas:

 

Emissor de Cartão Pré-Pago

No ínicio do ano iremos nos tornar um emissor de cartão pré-pago com licença própria, e com isso ofereceremos para nossos clientes atuais e futuros cartões físicos e virtuais com débito direto no saldo da conta digital, proporcionando uma melhor e mais completa experiência para os clientes, tudo dentro do mesmo ambiente.

Saque 24h através de QR Code (Sem cartão)

O FitBank se tornou, no final de 2019, um dos parceiros Tecban para a conectividade ao hub digital. Através de nosso app ou via API, os clientes poderão sacar dinheiro nos terminais da marca Tecban (24hs) via QR Code.

O saque digital também estará atrelado ao saldo da conta digital da plataforma para os clientes que desejarem um ecossistema financeiro completo.

 

Serviços Pré-Pagos

Previsto para o primeiro semestre de 2020, iremos incrementar a oferta de produtos e serviços nas APIs com outros tipo de pagamentos pré-pagos como recargas de celular, games, entre outros, gerando uma maior quantidade de serviços aos clientes finais.

Manteremos nossos clientes sempre informados das novidades, inovações, cases e novos produtos, pois estamos trabalhando constantemente para poder oferecer a maior e melhor plataforma de meios de pagamento do país.