Fone: +55 11 4200 3130|E-mail: contato@fitbank.com.br
Por que 2020 pode ser o ano das fintechs no Brasil

Por que 2020 pode ser o ano das fintechs no Brasil

Quem acompanha notícias do mercado financeiro já deve ter percebido a expansão vertiginosa pela qual passa o setor de fintechs – empresas que se valem dos recursos tecnológicos para oferecer soluções na área financeira. No Brasil, que já responde pela maior fatia do mercado latinoamericano, uma série de indicadores leva a crer que 2020 será um ano de consolidação.

Neste artigo, apresentaremos alguns deles!

Em junho de 2019, o Ministério da Economia já cantou a bola ao lançar o estudo “Fintechs e Sandbox no Brasil”, no qual apresenta as definições do setor e os caminhos regulatórios mais flexíveis que aqueles adotados no setor bancário.

Para o próprio governo, a expansão das fintechs pode ser explicada por três fatores primordiais:

Bancos analógicos – Os sistemas adotados pelos bancos, embora também se valham de inovação em alguns aspectos, se mostram robustos demais para acompanhar as evoluções tecnológicas. Em outras palavras, enquanto as empresas de tecnologia navegam com tranquilidade pelas tendências cada vez mais disruptivas, as instituições tradicionais são verdadeiros transatlânticos que precisam de tempo e recursos para traçar novas rotas;

Mais familiaridade – Enquanto os bancos precisaram se adaptar aos ambientes digitais, as fintechs nasceram no contexto de inovação de produtos, processos e serviços. Quando esses empresários tiveram a ideia de migrar para o setor financeiro, as pistas já estavam dadas;

Nativos digitais – Jovens que nasceram entre o fim dos anos 90 e o novo milênio não concebem a ideia de perder tempo e dinheiro com soluções analógicas. Aos aplicativos de transporte, alimentação e até de namoro, se juntaram as infinitas possibilidades das empresas que aliam tecnologia e inovações financeiras.

Não por menos, o Brasil tem hoje cerca de 600 fintechs, com previsão de franca expansão para 2020.

“A tecnologia já é presente no mercado financeiro há muitos anos, mas somente há pouco tempo as instituições perceberam que precisam entregar uma experiência de uso melhor para o cliente final. As novas tecnologias (API, Computação em Nuvem e Smartfones) possibilitaram a criação de uma série de soluções para melhorar essa experiência. A adesão por parte de novos clientes se dá gradativamente. A credibilidade e segurança seguem sendo pontos extremamente importantes na percepção do usuário final. Aos poucos ele descobre que novas plataformas não só trazem os benefícios da tecnologia mas também, em muitos casos, entregam a mesma solidez e confiança de uma instituição mais antiga” explica Otavio Farah, CEO do Fitbank.

Em termos de definição, existem hoje nove tipos de operações desempenhadas pelas fintechs, sendo que muitas empresas adotam múltiplos serviços, como é o caso do FitBank. O propósito é dar mais autonomia financeira para os gestores e seus colaboradores e fornecedores, de modo que a rotina bancária deixe de ser uma preocupação e o itinerário financeiro ganhe vida própria.

De acordo com o Radar Finchtech Lab 2019, o setor de pagamentos é o principal representante no ecossistema fintech do país, com 151 empresas – 43% a mais que no estudo anterior.

Em seguida aparece o conjunto de soluções de empréstimos, que possuía 70 empresas em 2018 e agora já possui 95, o que corresponde a 18% do mercado nacional.

A maior fatia de crescimento, no entanto, é do setor de investimentos – com quase 60% de expansão. A confiança do mercado financeiro na economia, que entusiasma cada vez mais cidadãos a investir, explica em parte o sucesso dessas operações.

“Dado o movimento divulgado pelo Bacen de liberar novas autorizações para fintechs e instituições de pagamentos, haverá uma grande demanda por sistemas de transações bancárias com funcionalidades mais próximas da camada de infraestrutura, o chamado “core bancário”. Poder contar com parceiros que entendam o momento e o tamanho das diversas operações pode viabilizar negócios que começam pequenos, mas com grande potencial de crescimento. O FitBank está preparado para ajudar os novos entrantes a encurtar esse caminho de forma eficiente e escalável, considerando a estratégia de cada negócio”comenta Rener Menezes, CTO do Fitbank.

O que vem por aí

Outros fatores conjunturais explicam o provável êxito das fintechs para o próximo ano. Um deles é de ordem tecnológica: o tão aguardado leilão da tecnologia 5G, cuja consulta pública deve ser aberta em breve pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com potencial de revolucionar os setores de comunicações e serviços por meio de uma conexão de altíssima velocidade, o 5G deve energizar ainda mais as empresas de tecnologia – tanto internamente, na otimização de seus recursos, quanto externamente, no relacionamento com os clientes.

A Internet das Coisas (IoT), que há até pouco tempo era apenas uma quimera, passará de vez a fazer parte da vida das pessoas. Não é preciso muita criatividade para imaginar como o setor de soluções financeiras pode ser impulsionado ainda mais.
Mesmo que o leilão do 5G seja adiado, o simples fato de que muitas empresas estão se movimentando para criar novos produtos que recepcionem a tecnologia já é muito sintomático do que vem por aí.
Os grandes pilares tecnológicos que sustentam as soluções das fintechs receberão atualizações expressivas:

Aprendizado da máquina – Os sistemas automatizados de segurança, prevenção de fraudes e consultoria financeira mudarão de estágio;
Biometria – Rapidez, conveniência e segurança estarão cada vez mais presentes na vida do usuário (se é que já não estão);
Computação em nuvem – A possibilidade de armazenamento de dados (e de acesso rápido a esses dados) já revolucionou de maneira terminativa a vida financeira de empresas e pessoas físicas;

Motor financeiro

Após dois anos em desenvolvimento de sistemas, o FitBank foi criado com o propósito de dar poder de banco para as empresas, de maneira segura, descomplicada e orientada. Entre os principais serviços oferecidos estão os de pagadoria, conta de pagamentos, ERP e split de pagamentos.
Quando boa parte dessas previsões de 2020 se confirmarem, o FitBank estará na linha de frente para oferecer as melhores soluções para as empresas que deixaram o século 20 para trás.

Open Banking: integração entre empresas e bancos

Open Banking: integração entre empresas e bancos

Já não é novidade escutarmos por aí que estamos entrando na revolução tecnológica no mercado financeiro, onde os bancos serão abertos, as informações online e os custos operacionais reduzidos.

Hoje, as pessoas físicas são as que mais se beneficiam desse efeito. A possibilidade de se ter um banco na palma das suas mãos, disponível vinte e quatro horas por dia, sem a necessidade de ir presencialmente em alguma agência bancária.

A flexibilidade e praticidade são alguns dos grandes benefícios da tecnologia no mercado financeiro. Seja no conforto de sua casa, no deslocamento para o trabalho ou na sala de espera para uma consulta médica é possível resolver assuntos financeiros, comprar produtos e pagar contas diretamente pelo celular.

Essas mudanças já começaram a entrar na vida das pessoas e sua adoção é uma questão de tempo. Mesmo aquelas pessoas mais avessas à tecnologia que há 10 ou 15 anos atrás diziam que não precisariam de celular, hoje têm um smartphone consigo e baixam aplicativos.

No entanto, vemos que o real impacto disso na vida das empresas ainda é uma incógnita. As empresas possuem uma dinâmica de trabalho completamente diferente de pessoas físicas exigindo soluções muito mais complexas e avançadas do que simplesmente um app para efetuar suas transações.

Nesse contexto, não é só o fluxo operacional das empresas que é completamente diferente (onde uma estrutura de aprovações e alçadas e controles são fundamentais). Os produtos contratados são outros. Mas se um app não é capaz de resolver essas questões, então o que seria o conceito de open banking direcionado para empresas? Qual é a tal revolução que ele trará para o financeiro das organizações?

Antes de mais nada, precisamos sempre pensar que empresas, via de regra, sistematizam suas rotinas operacionais e financeiras através de ERPs. Eles são extremamente difundidos em empresas que já possuem um determinado porte. Por ser uma ferramenta importantíssima para o gerenciamento operacional, a cada dia que passa estão ficando mais específicos e focados no nicho de negócio que se propõem a atender, além de ter sua popularização cada vez maior, em empresas de portes cada vez menores.

É por aí que o conceito do open banking vai se desenvolver. ERPs integrados à instituições financeiras. O banco, ou as operações bancárias, passarão a fazer parte da gestão da empresa de forma integrada ao seu dia a dia. Respeitarão totalmente os fluxos operacionais, os regimes de alçada e os processos de controle de orçamento. A famosa conciliação bancária desaparecerá nas tesourarias afinal, como o ambiente financeiro estará 100% integrado ao dia a dia da empresa, o que consta no sistema, será de fato o que a empresa tem no banco.

Processos manuais, erros, fraudes, inconsistências, assimetria de informações, lentidão na obtenção de dados, sistemas para compilar informações, tudo isso será eliminado e os custos operacionais das tesourarias serão radicalmente reduzidos.

Isso tudo já é muito bom. Mas esse é só o primeiro efeito que a integração dos serviços bancários operacionalizados através de ERPs terá na vida das empresas. O que virá por aí é muito maior e disruptivo. Trará benefícios tanto para empresas quanto para os bancos.

Vamos exemplificar com uma operação absolutamente corriqueira para empresas, a antecipação de recebíveis. Como funciona hoje?. No cenário atual, os bancos não têm visibilidade sobre aquilo que a empresa está fazendo. Eles oferecem ao mercado uma forma de emitir boletos e se a empresa quer antecipar esse recurso, ela se utiliza da carteira X, se não quiser antecipação, a carteira Y de recebimentos.

Isso obriga a empresa a antecipar o recurso no momento do faturamento, não necessariamente na hora que ela precisa do dinheiro. Nesse formato, caso um empresário precise antecipar recursos para pagar sua folha salarial, por exemplo, ele é obrigado a começar o processo de antecipação dias antes da data da folha, e paga juros sobre um dinheiro que ele não precisaria.

Por outro lado, o banco não tem visibilidade sobre o que está sendo antecipado. Ele não sabe se aquela cobrança está de fato lastreada a uma venda feita, qual a qualidade do sacado ou se o título foi antecipado em duas instituições diferentes.

Como os bancos lidam com isso? Pela estatística. Ou seja, o cálculo dos juros que será cobrado para todas as empresas daquela carteira será dado pela performance estatística do índice de inadimplência de todas as empresas pertencentes à carteira de cobrança.

Em outras palavras, os bons estão pagando pelos ruins. Com isso, o spread bancário aumenta, os empresários corretos acabam pagando em juros o prejuízo gerado por aqueles que se aproveitaram de deficiências sistêmicas para obter uma vantagem (mesmo que temporária). Esses assuntos são temas corriqueiros do dia a dia das operações financeiras, e vistos pelo mercado como circunstâncias, não como problemas.

E no open banking isso muda? Bom, tanto a vida das empresas quanto a dos bancos será totalmente diferente. Em primeiro lugar, a instituição financeira terá acesso ao processo de emissão de nota fiscal de venda ou prestação feita pela empresa. Havendo o cancelamento a cobrança também será cancelada. Melhor, a instituição conseguirá analisar de forma online a solvência do sacado, o que permitirá ter uma taxa dinâmica para a empresa. Estará ligada à questão de adimplência daquelas empresas que estão sendo faturadas, e não mais a um dado estatístico antigo. Dessa forma, empresas notoriamente insolventes não terão suas cobranças aceitas na carteira de antecipação, por exemplo.

Com isso há a diminuição da necessidade de proteção dos bancos, consequentemente do spread bancário, o que resulta em juros mais baixos. Mais que isso, esse tipo de operação possibilitará a entrada de novos agentes de financiamento, aumentando a competição pelo crédito, novamente com tendência de redução de spread nos juros.

A consequência disso é, principalmente, o aumento do dinamismo da economia! Maior segurança jurídica, operacional e financeira para as empresas e instituições financeiras. Elas poderão trabalhar, cada uma na sua especialidade e foco de negócios, por uma economia mais ágil e eficiente.

Esse é somente um dos exemplos dos muitos outros benefícios que a economia terá como um todo com a integração entre as empresas e os bancos. A nova economia está se apresentando diante de nossos olhos, e teremos o privilégio de acompanhar tudo isso de perto!