Banco Central autoriza FitBank a operar como instituição de pagamento.

Banco Central autoriza FitBank a operar como instituição de pagamento.

Desde o início de maio/2021 recebemos permissão do Banco Central do Brasil (BACEN) para operar como instituição de pagamento na modalidade emissor de moeda eletrônica com código 450 e já podemos disponibilizar a nossa tecnologia ao mercado, sem a necessidade de subcontratar transações de terceiros.

“Nos últimos cinco anos trabalhamos focados em conquistar este espaço. Estamos vivenciando já a aceleração do nosso crescimento, quebrando recordes de volume, fechamento de novos clientes e faturamento. Nossa autorização nos permitirá entrar em novos mercados, baratear nossas soluções e melhorar o nível de serviço que entregamos a nossos clientes pela independência tecnológica que ganhamos. Estamos com velocidade total para colocar no ar operações estáveis, confiáveis e baratas. Pode parecer difícil unir alta performance e qualidade com preço baixo, mas a economia da tecnologia em nuvem alia os melhores serviços aos menores preços. Nossa estrutura foi desenvolvida para isso”, explica Otavio Farah, CEO do FitBank.

A autorização do Banco Central vai permitir que os serviços que oferecemos alcancem um novo patamar com a possibilidade de desenvolvermos novas soluções e funcionalidades. Na parte de Banking as a Service, por exemplo, entregaremos mais produtos, como novas opções para PIX, conta para recebimento, além da emissão de boletos diretamente pela própria marca. Operações para mercado de capitais também passam a contar com novas funcionalidades, como conta escrow e outros serviços.

“Ter acesso direto ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) e também as demais câmaras, como a CIP,  é uma credencial muito importante no mercado em que atuamos e coloca a nossa tecnologia para trabalhar conectada diretamente à fonte do ecossistema financeiro nacional. Vamos conseguir elevar o nível de serviços e desenvolver novos produtos extraindo o melhor das capacidades desse ecossistema”, afirma Rodrigo Pina, CPO.

Somada a esta notícia, vale ressaltar o recente aporte de R$ 30 milhões (que contou com a participação de antigos acionistas e da CSU – CARD3), que alavancarão novos investimentos em tecnologias, melhoria dos nossos serviços e desenvolvimento de novas soluções.

“Agora podemos utilizar toda a nossa tecnologia, sem precisar da intermediação de terceiros.  O acesso ao SPB vai proporcionar uma série de novos produtos e soluções que aguardavam essa nova etapa. A aprovação por parte do Banco Central chancela tudo que a gente construiu até agora, não apenas em termos de evolução de nossa operação, que hoje está em R$ 3 bilhões por mês, mas também por critérios de sistemas, controles, tecnologia e escala. Nos preparamos para chegar até aqui. Tudo isso foi pensado e construído lá atrás, desde a criação do FitBank”, comemora Guilherme Meibak, CCO.

Somos 450 e temos a solução ideal para transformar o seu negócio com soluções de Banking as a Service, Core Banking as a Service, Hub de Pagamentos, Mercado de Capitais e demais soluções customizadas para Cash In, Cash Management e Cash Out.

Quer saber mais? Envie um e-mail para contato@fitbank.com.br ou deixe seu contato através do nosso chatbot. 

Open Banking chega com a promessa de movimentar o setor financeiro.

Open Banking chega com a promessa de movimentar o setor financeiro.

Teve início em 1º de fevereiro umanova forma de relacionamento com instituições

bancárias e financeiras, interpretada como uma verdadeira revolução no setor: é o
open banking, ou sistema financeiro aberto.
O serviço será implementado em quatro etapas e permitirá uma revolução na relação
do cidadão com suas finanças e para as diversas empresas que operam no sistema
financeiro:

 Fase 1 – 01 Fevereiro de 2021 – Compartilhamento entre as instituições
financeiras de informações básicas, como canais de atendimentos, produtos e
serviços e taxas ofertados, etc. Os consumidores ainda não participam desta
etapa.
 Fase 2 – 15 de Julho de 2021 – Compartilhamento entre as instituições
participantes de dados cadastrais, informações de conta corrente e prática de
tarifas e taxas dos clientes.
 Fase 3 – 30 de Agosto de 2021 – Compartilhamento de dados de serviços de
transações de pagamento e propostas de operação de crédito
 Fase 4 – 15 de Dezembro de 2021 – Compartilhamento dos demais dados,
como investimentos, fundos previdenciários, seguros, câmbio, entre outros.

O mercado avalia uma série de vantagens para o consumidor final, a principal é a
possibilidade de ter maior autonomia na gestão do seu dinheiro e mais opções de
escolha por que, com a implementação do Open Banking e a concessão de acesso
dos seus dados pessoais, transacionais, produtos e serviços consumidos, etc, que
antes se restringia a instituição com a qual se tem relacionamento aos diversos
bancos, instituições de pagamentos e fintechs que operam no mercado, estas
instituições passarão a ter capacidade de ofertar produtos e serviços com o mesmo
nível de conhecimento sobre os seus hábitos que a instituição atual, promovendo
ofertas específicas e personalizadas, como linhas de crédito com taxas mais
amigáveis, cartões de crédito com limites adequados e pacote de serviços agregados
conforme perfil de uso, por exemplo.
Com isso, além de não estar mais “preso” a sua instituição financeira de origem, o
cidadão finalmente vai ter opções de escolha com critérios de igualdade e conseguir
decidir o que é melhor para o seu dinheiro optando pela melhor oferta para cada
situação. A tendência é a de que o sistema fique mais competitivo e, de quebra,
mais justo e barato já que facilitará a atuação de novos players.
Toda essa troca de informações acontecerá via APIs (Application Programming
Interface) – um conjunto de rotinas e padrões que permitem a integração entre dois
sistemas sob normativas e supervisão do Banco Central e somente com a autorização
do cliente. As APIs possibilitarão migrar dados de uma instituição para a outra de
forma segura e instantânea abrindo diversas possibilidades de atuação.

Já as empresas que operam com serviços financeiros em geral, ganham
justamente por passarem a ter mais conhecimento dos consumidores lhes
permitindo serem mais competitivas e ofertarem uma maior variedade de
produtos de forma customizada e de acordo com a necessidade real de cada
consumidor.

Na prática, é como se qualquer empresa pudesse funcionar com poder de banco.
Hoje as soluções via APIs do FitBank já permitem a diversas empresas automatizarem
a gestão de pagamentos internamente, efetivar um sistema de tesouraria online e
ofertar contas digitais para seus funcionários e demais stakeholders. Em breve, será
possível “entrar” no sistema financeiro, competindo com os grandes players que já
atuam no mercado permitindo maior independência e possibilidades de negócio.

Eis mais um motivo para transformar sua empresa em uma administradora de serviços
de banking e rentabilizar as necessidades por serviços e produtos bancários dos seus
funcionários, clientes e prestadores de serviços.

Já pensou nas possibilidades que o Open Banking pode trazer para a expansão dos
seus negócios?
As contas digitais do FitBank possibilitam o gerenciamento, conciliação, autorização,
automação dos fluxos de pagamentos e a consolidação de transações financeiras em
tempo real, e oferecem modelos de pagadoria para que as empresas atuem como
instituições bancárias dentro de seus ecossistemas ou até mesmo promovendo esses
serviços para o consumidor final.
Fale com a gente e conheça o nosso portifólio de soluções já existentes e todas as
oportunidades de negócio que o novo sistema pode trazer para a sua empresa.

FitBank: poder de banco para o seu negócio.

FitBank Secures Strategic Investment from J.P. Morgan

FitBank Secures Strategic Investment from J.P. Morgan

São Paulo, July 2020 – FitBank, a Banking as a Service Brazilian FinTech today announced a strategic investment by J.P. Morgan.

FitBank has been winning customers since first offering services to clients beginning in 2015.  As a white label Banking as a Service, FitBank provides infrastructure for corporations and payment service providers that want to offer digital payments directly to their client base.  FitBank’s clients and partners rely on its safe and scalable platform and its flexible connectivity options to immediately perform real time transactions in the digital payments space.

“We’re excited to make our first strategic investment in Latin America, within the payments industry,” said Renata Vilanova Lobo, Head of Brazil Wholesale Payments, J.P. Morgan. “We’re actively advising our clients on the best digital approach to help solve their payments needs and look forward to continuing that dialogue with our LATAM clients.”

“We believe this investment from J.P. Morgan will speed up our development as a Banking as a Service platform, support our product expansion plan and allow us to scale up to serve our clients in current and future market needs such as: PIX our Instant Payments platform in Brazil and Open Banking via our White Labeled Digital Wallets” highlights FitBank’s CEO, Otávio Farah.

“Fitbank can now accelerate its expansion of services to its core target clients as a Fintech facilitator in Brazil and in the near future Latin America” adds FitBank’s Board Member, João Chacha.

As part of the investment, J.P. Morgan will acquire a minority stake in FitBank and a board seat, filled by Renata Vilanova Lobo.  Marcelo Maisonnave, XP Inc founder and Alejandro Vollbrechthausen, Goldman Sachs Brasil former CEO also serve on the board of Fitbank.

About FitBank

Since 2015, FitBank has become a significant payment management platform in Brazil. Regulated by the Brazilian Central Bank, the payment institution keeps a robust platform which, combined with high level technology and security controls provides connectivity, scalability and traceability to more than 180 thousand digital accounts.

Managed by Rener Menezes and Otavio Farah, both founders with more than 20 years of experience in financial technology, FitBank supports more than 100 payment ecosystems in different sectors with new technology, through which its system allows available financial services to connect with each other. The company’s board also includes Pedro Englert, Eduardo Glitz and Mauricio Zaragoza as members.

More press info

FirstCom Comunicação – +55 (11)97980-2382 or +55 (11) 3034-4662

Luis Claudio Allan (luisclaudio@firstcom.com.br)
Janaína Cavalheiri (janaina@firstcom.com.br)
Denise Oliveira (denise@firstcom.com.br)

FitBank recebe investimento estratégico do J.P. Morgan

FitBank recebe investimento estratégico do J.P. Morgan

São Paulo, julho de 2020 – O FitBank, uma fintech brasileira que atua no segmento de Banking as a Service, anunciou hoje ter recebido um investimento estratégico do J.P. Morgan.

O FitBank iniciou sua oferta de serviços em 2015 e, desde então, vem ampliando sua carteira de clientes disponibilizando infraestrutura para empresas e fornecedores de serviços financeiros que desejam oferecer meios de pagamentos digitais diretamente para sua base de consumidores. Os clientes e parceiros do FitBank utilizam sua plataforma escalável e segura e suas opções flexíveis de conectividade para viabilizar transações financeiras em tempo real.

“Este é nosso primeiro investimento estratégico na América Latina na indústria de pagamentos”, disse Renata Vilanova Lobo, Diretora de Wholesale Payments do J.P. Morgan. “Estamos ativamente aconselhando o mercado sobre as melhores soluções digitais para solucionar demandas de pagamentos e estamos ansiosos em continuar a apoiar nossos clientes na região”, acrescentou.

“Este investimento do J.P. Morgan irá acelerar o desenvolvimento da nossa plataforma de Banking as a Service e nosso plano de expansão com novos produtos, permitindo que possamos atender necessidades atuais e futuras no mercado financeiro, como a plataforma de pagamentos instantâneos PIX e o Open Banking com nossos serviços de carteiras digitais white label”, assinala Otávio Farah, CEO do FitBank.

“O FitBank irá impulsionar agora a expansão de seus serviços como uma fintech que aprimora a qualidade e incrementa a segurança da oferta de produtos financeiros e habilita o ingresso no mercado de pagamentos no Brasil e no futuro próximo na América Latina”, acrescenta João Chacha, investidor e membro do Conselho do FitBank.

Como parte do investimento, o J.P. Morgan adquiriu uma participação minoritária no FitBank e um assento no Conselho que será ocupado por Renata Vilanova Lobo. Marcelo Maisonnave, fundador da XP Inc, e Alejandro Vollbrechthausen, ex-CEO do Goldman Sachs no Brasil, também integram o Conselho do FitBank.

Sobre o FitBank

Desde 2015 o FitBank se tornou uma importante plataforma para gestão de pagamentos no Brasil. Regulado pelo Banco Central, a instituição de pagamento administra uma robusta plataforma que, combinada com sua tecnologia de alto nível e controles de segurança oferece conectividade, escalabilidade e rastreabilidade para mais de 180 mil contas digitais.

 

Administrado por Rener Menezes e Otavio Farah, ambos fundadores e com mais de 20 anos de experiência em tecnologia financeira, o FitBank atende mais de 100 ecossistemas de pagamento em diferentes setores com uma tecnologia inovadora cujo sistema permite disponibilizar serviços financeiros interconectados. Pedro Englert, Eduardo Glitz e Mauricio Zaragoza completam o quadro de sócios e Conselheiros.

Mais Informações para Imprensa

FirstCom Comunicação

Luis Claudio Allan (luisclaudio@firstcom.com.br)
Janaína Cavalheiri (janaina@firstcom.com.br)
Denise Oliveira (denise@firstcom.com.br) – (11) 97980-2382

Mercado financeiro pós-covid: do trauma à recuperação

Mercado financeiro pós-covid: do trauma à recuperação

Quem acompanha o mercado financeiro sabe o quanto o mundo dos investimentos e das aplicações é temperamental. Disputas comerciais, entraves políticos, crises corporativas – qualquer evento de maior ou menor relevância é capaz de mudar o “humor” do mercado. A pandemia de coronavírus, no entanto, não provoca apenas uma oscilação de humor, e sim um trauma sem precedentes recentes.

Razões não faltam. Do ponto de vista social e humanitário, o surto já provocou milhares de mortes e pôs em colapso os sistemas de saúde de países ricos, em desenvolvimento e pobres.
Do ponto de vista econômico, as medidas de isolamento frearam a atividade econômica em todas os setores produtivos: indústria, serviços, comércio, turismo, transportes, entre outros que já começam a perceber o ambiente de estagnação inédito até aqui.

O mais preocupante é que, diferentemente de crises anteriores, esta é marcada por total imprevisibilidade: é muito difícil saber quando isso tudo vai acabar. Esta interessante reportagem do The New York Times, a propósito, especula sobre isso.
De todo modo, investidores e analistas do mercado financeiro já fazem suas projeções sobre como será este segmento no mundo pós-covid.

Uma das certezas é de que, neste momento, não faz muito sentido resgatar valores aplicados em ações, porque a depreciação é gigantesca e o investidor certamente perderá dinheiro.

Passada a crise, será necessário avaliar o comportamento de cada papel para identificar quais continuarão promissores e quais deixarão de ser rentáveis.

Por enquanto, as maiores baixas são nos setores de turismo, óleo e gás, mineração, veículos, companhias aéreas e informáticas.

As maiores altas se dão entre as empresas de e-commerce e insumos de saúde.  A esta altura, qualquer indicação é puro exercício de futurologia.

É provável, inclusive, que os investimentos migrem de perfil em decorrência dos sobressaltos provocados pelo coronavírus. Investidores mais audaciosos – que até podem ter aproveitado o momento para comprar ações – podem aportar mais recursos em frentes mais conservadoras, como as de renda fixa.

Quem já tem um perfil consumidor deve manter uma certa distância controlada do mercado de ações – de preferência com uma carteira diversificada.

Há ainda questões conjunturais a se considerar.

A política de juros baixos, que ajudou a conter a inflação, é considerada necessária, mas possui implicações. A inflação muito baixa provoca pouca oscilação de preços e desestimula o consumo.

Associada a um cenário de baixa procura por itens secundários, esta opção tende a desaquecer ainda mais o comércio e a atividade industrial, provocando mais retração e desemprego. Ainda assim, é provável que os juros caiam ainda mais nos próximos meses, renovando sucessivos recordes negativos.

A vez das fintechs

O mundo pós-covid deve acentuar o crescimento das fintechs – empresas de tecnologia aplicada às finanças. Com maior capilaridade e potencial para chegar a público desbancarizado, estas empresas oferecem poder de banco com juros mais baixo e menos burocracia, além de agilizar o acesso a crédito e fazer chegar dinheiro e lugares mais remotos.

Durante a pandemia, as particularidades das fintechs foram ressaltadas por especialistas em finanças, que entendem que a estrutura anacrônica das instituições financeiras não combinará mais com uma sociedade reformulada nas bases do consumo consciente e na busca por respostas ágeis erigida a partir da pandemia.

A busca por soluções para esta crise passa pela ciência e por esforços conjuntos de gestores e do setor produtivo. De um lado, o protagonismo necessário da luta pela vida e pelo respeito à dignidade das pessoas. Em paralelo, estão as saídas econômicas para fortalecer a geração de emprego, renda e investimentos quando tudo acabar.

Se ainda não se sabe quando será o fim da pandemia, algo já é certo: nada será como antes no mercado financeiro, e pavimentar uma transição segura é uma necessidade de primeira ordem.

Como as fintechs podem ajudar a vencer a crise do coronavírus?

Como as fintechs podem ajudar a vencer a crise do coronavírus?

O mercado de meios de pagamento e transações monetárias nunca viu nada igual. Em poucas semanas, as plataformas digitais dos bancos e fintechs foram impactadas por uma avalanche de acessos vindos de antigos e novos clientes. Muitas empresas não estavam totalmente preparadas para suportar o grande volume de visitas com a transferência para o on-line de boa parte, para não dizer a quase totalidade, de suas operações financeiras. Da noite para o dia, tiveram que montar uma operação de guerra para atender uma explosão na demanda em seus canais digitais.

Sim, por conta da incapacidade de atender todos os seus clientes nas agências, especialmente por conta do pagamento do auxílio emergencial e porque muitos clientes ainda não aderiram ao mobile banking, ainda há muitas filas nos bancos. Mas não é difícil imaginar o que irá acontecer com o sistema financeiro global pós-covid.

O avanço do digital na forma como nos relacionamos financeiramente será inevitável por um simples motivo: ingressaremos em uma nova economia, um novo normal, em que o cliente irá priorizar serviços remotos, sem contato físico, prestados na nuvem no lugar de ser obrigado a visitar as agências físicas, que por conta da pandemia já foram obrigadas a reduzir a capacidade de atendimento ou simplesmente fecharam as portas.

Assim como já estamos assistindo mudanças de comportamento em diversas áreas, como fazer compras pela Internet e trabalhar em home office, a vida financeira também irá consolidar uma nova realidade em que se intensificará o uso da tecnologia, trazendo também um grande universo de novos usuários e o aumento da utilização por quem já realizava parte das operações no ambiente on-line.

Quem até aqui vinha resistindo a ingressar no digital para lidar com o dia a dia das finanças pessoais e dos negócios, passará agora a priorizar o uso de meios digitais para evitar o risco da interrupção dos serviços nas agências. A migração para o digital já se acelerou nas últimas semanas e, passada a pandemia, certamente a experiência forçada de utilizar os serviços de fintechs e bancos digitais se transformará em um hábito irreversível.

O dinheiro em papel, uma preocupante fonte de contaminação, deverá ser cada vez mais raro, forçando o uso dos pagamentos eletrônicos. Se o pagamento sem contato já era um caminho sem volta, agora se tornou praticamente o único mais seguro. O celular será definitivamente a nova agência.

Este cenário de aceleração do online banking pode ser positivo para as fintechs, que já vinham em um ritmo de crescimento impressionante nos últimos anos, figurando entre as preferidas dos investidores de risco, que, ao retomarem seus aportes, certamente irão brilhar ainda mais os olhos para startups que associem tecnologia e finanças.

Com uma maior urgência em digitalizar seus serviços, neste futuro mais imediato as fusões e aquisições com bancos também podem ganhar força, compensando a retração nos investimentos dos venture capitalists.

Os números já dão um sinal do que está por vir.

Entre a última semana de dezembro e a primeira de março, os brasileiros gastaram 35% mais horas em apps de finanças, mesmo percentual dos Estados Unidos, segundo levantamento feito pela Liftoff em parceria com o App Anie. Na Coreia do Sul e no Japão o crescimento foi de, pasmem, 85%. Somos o terceiro país que mais acessa aplicativos financeiros, perdendo apenas para China e Índia.

É conhecida nossa tradição e pioneirismo no online banking. E no mercado de fintechs também temos sido protagonistas, contabilizando 600 fintechs em operação já utilizadas por 20 milhões de brasileiros de todas as regiões do país, incluindo muitas que sequer contam com agências bancárias.

Espera-se que as que atuam no segmento de crédito enfrentem tempos mais difíceis por conta da escassez de capital e o aumento da inadimplência. Por outro lado, possivelmente veremos um número maior de casamentos com bancos tradicionais interessados na tecnologia de inteligência artificial para análise de dados, que se tornará essencial para um entendimento mais assertivo do perfil de quem pede empréstimo. Os bancos tradicionais têm mais recursos para atuar no mercado de crédito e as fintechs podem garantir uma ajuda providencial para acelerar o atendimento virtual.

Já no segmento de soluções de bancarização o futuro depois da pandemia pode ser ainda mais promissor. Com uma maior flexibilização da regulamentação, o que já está acontecendo em países como Coreia do Sul e Estados Unidos, as fintechs tendem a ocupar maior espaço no mercado financeiro, levando a uma intensificação no acesso aos bancos digitais e na compra de produtos e serviços digitais de empresas independentes dos bancos tradicionais, bem como de empresas de fora do mercado financeiro.

Em outras palavras, negócios que já realizavam transações em plataformas digitais deverão reforçar a utilização destes canais. Por sua vez, pequenas e médias empresas que ainda operavam principalmente com os grandes bancos poderão buscar nas fintechs alternativas para minimizar os efeitos da crise, conseguindo melhores taxas nos serviços, juros mais acessíveis e, também, evitando o cada vez mais dinossáurico, e agora perigoso, hábito de pegar filas nas agências físicas.

O tão anunciado open banking deve, da mesma forma, ter sua implementação acelerada. No nosso caso aqui no Fitbank, operamos como uma fintech das fintechs, ou seja, oferecemos a infraestrutura necessária para que negócios, sejam do mercado financeiro ou não, passem a disponibilizar meios digitais de pagamento para seus clientes.

Assim, uma fintech, ou uma empresa de outro setor que precisa contar com uma plataforma segura e altamente escalável, se conecta conosco e passa imediatamente a estar pronta para para realizar transações financeiras no ambiente virtual.

Contar com o suporte de uma infraestrutura robusta e segura será fundamental nestes novos tempos. Se até aqui os serviços oferecidos pelos aplicativos estavam mais restritos às transações de pagamento e transferências, abre-se uma janela para ampliar a oferta em segmentos como empréstimos entre pessoas, pagamentos de benefícios, carteiras digitais e câmbio de moedas, entre outros.

E é aí que as Fintechs entram ofertando tecnologia de ponta que diminui o tempo de ingresso no sistema financeiro digital. Ao agregar seu arsenal tecnológico, elas conseguem acelerar a digitalização do atendimento aos clientes garantindo escala e segurança. Quem ainda não adotou os canais digitais como prioritários para transações deverá recorrer às empresas que dispõem de sistemas plug and play para transferir suas transações para o on-line. É, aliás, o que já estamos vendo nas últimas semanas tanto entre instituições financeiras quanto nos clientes corporativos.

Aqui no Fitbank registramos um crescimento de 31,5% no número de transações e de 25,92% no volume monetário total que circulou na nossa plataforma digital em março na comparação com fevereiro, um salto significativo considerando que o isolamento teve início na segunda quinzena de março.

Tanto pessoas jurídicas quanto físicas ficaram mais em casa e deixaram de ir nas agências físicas para fazer seus pagamentos. Certamente há quem esteja acessando os bancos e serviços de fintechs pelos canais digitais pela primeira vez. E acredito que a tendência é que, passada a pandemia, continuem a utilizar com maior frequência os aplicativos e sites para pagar boletos e fazer transferências.

A Associação Brasileira de Internet (Abranet) estima que suas fintechs afiliadas somem 20 milhões de contas digitais, 50% delas de microempreendedores individuais e 30% de correntistas de baixa renda. É provável que uma boa parte dos recursos seja transacionada por estas fintechs, já que há demandas de curto prazo que colocarão as fintechs no centro do sistema financeiro.

A primeira delas é o coronavoucher, que deverá trazer um grande universo de desbancarizados para os bancos digitais, incluindo as milhões de contas poupança que a Caixa Econômica Federal irá abrir para fazer o pagamento do auxílio.

Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, 45 milhões de brasileiros não são clientes de bancos. Mais: de acordo com a Caixa, 85% do público que poderá receber o auxílio não é cliente do banco. O Instituto Fiscal Independente calcula que dos 30,5 milhões de beneficiados, 25,9 milhões são possivelmente desbancarizados.

A segunda são os financiamentos para PMEs e microempresários. O Banco Central já decidiu que irá permitir que parte das fintechs repassem recursos do BNDES, o que antes era exclusividade dos bancos.

Empresas de tecnologia com capacidade para absorver grandes volumes de transações em nuvem estão tendo um forte aumento de demanda, já que oferecem maior escalabilidade com segurança e, ao mesmo tempo, reduzem custos, o que é mandatório no enfrentamento da crise.

A digitalização de processos financeiros se tornou indispensável e esta transformação, além de ter que ser feita com risco zero, deve ser rápida e eficiente. Certamente a pandemia irá trazer maior abertura de mercado, além de grandes aprendizados para fintechs e aos departamentos financeiros das organizações que irão perdurar após a crise.

É o que se espera.

(*) Otavio Farah é CEO do Fitbank

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