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Você provavelmente já deve ter ouvido falar no conceito de open banking e que os bancos estão no caminho de abrir suas APIs para o mercado. Como se trata de algo muito novo, as dúvidas de quem usa os serviços bancários no dia a dia das empresas são invariavelmente as mesmas: O que, de fato, vai mudar na vida das companhias? Que vantagens essa mudança pode trazer? A burocracia e a morosidade vão acabar? Os custos vão baixar? Diante de tantas perguntas, preparamos um e-book para que você entenda o que efetivamente vai acontecer.

 Antes de mais nada, o que é uma API?

 API (Application Program Interface, ou aplicação de interface de programas) é uma série de rotinas, protocolos e ferramentas de programação que definem como diferentes sistemas devem interagir entre si. APIs são difundidas em aplicações dos mais variados tipos e não estão restritas a plataformas financeiras.

 Um exemplo corriqueiro são as APIs dos smartphones. Quando um app precisa acessar a câmera do seu celular, por exemplo, ele se conecta à API da câmera no aparelho. A partir daí o app não precisa se preocupar com mais nada. A tecnologia embarcada no próprio celular se encarregará de colocar a foto dentro do app.

 Ou seja, toda vez que há interação entre diferentes sistemas (do app com a câmera do celular, ou então do banco com a empresa, por exemplo), as APIs são a forma mais moderna e escalável de integração de sistemas. Elas trazem velocidade, agilidade e segurança a essas interações.

O que existia antes das APIs?

 Podemos dizer que a API é um tipo de integração 3.0. Simplifica processos, possui uma estrutura muito mais simples, segura, escalável e efetiva em termos de custo do que o arquivo ‘txt’ ou o webservice. A interação entre os sistemas não é uma novidade para o mercado. O que muda é forma como ela se dá.

 Na década de 90, o método mais comum eram as trocas de arquivos (arquivos textos, que eram gerados no sistema de origem e manualmente carregados no sistema de destino). Problemas de processo, fragilidade nas integrações e erros humanos criavam uma série de complicações.

 No início dos anos 2000, uma nova mecânica surgiu: o webservice. Embora aprimorasse a conexão, ele ainda não era escalável. A troca de dados já era eletrônica (com fragilidades sistêmicas, mas ainda assim melhor que o arquivo), mas cada integração exigia uma nova homologação. Sem possibilidade de escala e garantia de estabilidade, os custos operacionais eram também um problema relevante.

Que impacto elas geram nos sistemas bancários?

 Como percebemos, a API é uma porta de entrada e saída de informações entre sistemas, nada além disso. Há melhora em agilidade e segurança nas integrações. Mas os benefícios param por aí. A partir do momento em que a informação está integrada ao sistema de destino, ela cai nos mesmos processos e métodos já utilizados anteriormente. Todos os pontos positivos e negativos de um sistema legado continuam inalterados. Nenhuma solução é criada, a não ser que o sistema herdado seja modificado também.

 E o que isso significa para os clientes?

 A abertura de APIs para o mercado naturalmente agiliza a interface das empresas com os bancos, hoje majoritariamente feita por arquivos txt (isso mesmo, os bancos pularam o webservice e ainda se valem de tecnologias da década de 90). Mas, por outro lado, toda a tratativa dos bancos com seus clientes permanece inalterada. Ou seja, mesmo com as APIs, os problemas seguem os mesmos: burocracia, lentidão, retrabalho, altos custos e perdas de informação.

 Há solução?

 Em sistemas, quase tudo é possível. É necessário tempo e investimento para que os problemas internos sejam resolvidos. O ponto é que tais providências são independentes entre si. Uma não depende da outra, e a estrutura do sistema interno já poderia ter sido revista.

 Se a situação ainda é assim, algum motivo existe.

 Quando o problema será resolvido?

Só os grandes bancos sabem disso. E uma coisa é certa: o legado de sistemas é um fator complicador muito grande. Outro entrave é o grande volume de operações que já rodam nesses sistemas antigos.

 A decisão exige grandes investimentos financeiros. Pior: está sujeita a erros e problemas de implementação. Isso, numa máquina enorme e que opera em capacidade máxima, sem margens para falhas.

 O problema permanece?

 Os grandes bancos vivem o seguinte dilema: ou enfrentam o problema e gerenciam a transição ou mantém os sistemas da forma como estão e adiam a modernização ao máximo. Dinheiro não falta, know-how também não. Porém, essa grande transformação não virá simplesmente com a abertura das APIs para o mercado.

 O mercado financeiro ficará para trás?

De forma alguma! O mercado financeiro no Brasil (e no mundo) é um dos mais atrativos do ponto de vista de geração de valor. Uma massa enorme de empresas e pessoas enxerga grandes oportunidades em solucionar as dificuldades do dia a dia dos bancos. Essa é uma das principais revoluções que as fintechs estão trazendo para o mercado.

Mas porque as fintechs?

 Imaginemos uma reforma na Estação Sé do metrô de São Paulo, com toda a demanda e superlotação que existe. O tomador de decisão certamente precisará avaliar os impactos nos usuários e o stress que isso causará. Todo um plano de contingência para administrar a obra com a estação aberta precisará ser posto em prática.

 Agora vamos pensar em uma nova Estação Sé, conhecendo as necessidades dos usuários de hoje, mas sem ter que se preocupar com eles enquanto cria sua “estação 2.0”. No contexto da construção civil isso é inviável, mas na área de sistemas, não.

Hoje em dia, estão criadas as condições para o advento de uma nova era na tecnologia bancária. Se para os dinossauros as eras duraram milhões de anos, para os sistemas bancários são poucas décadas. Estamos entrando em uma nova era.

 Os bancos desaparecerão?

 Claro que não. A capacidade e o poder dos bancos não devem ser subestimados. Certamente eles encontrarão o caminho para migrar para a nova era da tecnologia e conseguirão enfrentar todos esses desafios de mudança necessários.

 O que podemos esperar é que a mudança não necessariamente partirá deles. Virá provavelmente de novos entrantes, em plataformas altamente escaláveis, eficientes e ambiciosas. Será criada por empresas que não precisam lidar com as dificuldades listadas acima.

 E você, leitor? Como enxerga o futuro dos bancos? Comente abaixo ou entre em contato comigo para evoluirmos a conversa!